A cultura caribenha é uma mistura crioula forjada ao longo de cinco séculos — influências indígenas, africanas, europeias, indianas, chinesas e libanesas fundidas em algo totalmente novo. A música é o coração pulsante: reggae e ska da Jamaica, calipso e soca de Trinidad e Tobago, merengue e bachata da República Dominicana, salsa de Cuba e Porto Rico, zouk das Antilhas Francesas, tumba de Curaçao, dancehall, reggaeton — cada ilha contribui. O Carnaval é a expressão cultural mais espetacular. O Carnaval de Trinidad e Tobago — o maior do Caribe — apresenta blocos de fantasias, competições de steelpan e a celebração do J’Ouvert ao amanhecer. Outros carnavais importantes: Junkanoo nas Bahamas (Boxing Day e Ano Novo), Crop Over em Barbados (colheita de verão), Vincy Mas em São Vicente, Carnaval em Santa Lúcia, Antígua, Aruba e Curaçao. A religião está entrelaçada na vida cotidiana. O catolicismo domina o Caribe hispânico e francês. As denominações protestantes são fortes no Caribe anglófono. As religiões sincréticas caribenhas misturam tradições cristãs e africanas — Santería (Cuba), Vodou (Haiti), Obeah (Caribe anglófono), Espiritismo (Porto Rico). O Rastafari nasceu na Jamaica na década de 1930. O críquete é o esporte unificador do Caribe anglófono — a seleção das Índias Ocidentais joga como uma unidade regional. O beisebol domina Cuba, República Dominicana e Porto Rico. O dominó é o jogo social de todas as ilhas. Idiomas: inglês (na maioria das ilhas), espanhol (Cuba/República Dominicana/Porto Rico), francês (Haiti/Martinica/Guadalupe), holandês (ABC + SSS), crioulo haitiano, patoá jamaicano, papiamento (ABC), crioulo francês (Antilhas Menores). A literatura tem laureados caribenhos com o Prêmio Nobel — Derek Walcott (Santa Lúcia, 1992), V.S. Naipaul (Trinidad, 2001) — e uma forte tradição: Aimé Césaire, Édouard Glissant, Jamaica Kincaid, Maryse Condé. O Caribe proporcionou ao mundo um impacto cultural per capita maior do que talvez qualquer outra região — do rum ao ritmo, do críquete ao carnaval.